sábado, 29 de janeiro de 2011

Ana Brasil e Izabelle Valladares indicadas ao Personalidades 2010 palestram na FLIBO

Ana Brasil e Izabelle Valladares,na Flibo, feira literária no estado da Paraíba.


A Flibo, Feira do Livro de Boqueirão, na Paraíba, que se realizará em meados de Março deste ano, contará com a presença da escritora Izabelle Valladares e da palestrante e incentivadora, Ana Brasil, agente literária, no estande da Canápe Cultural.
 Ana, que é “Destaque de 2010”, medalha dada pela Academia de Artes de Cabo Frio – RJ, que consagra os grandes profissionais da área cultural de nosso país, resalta que um bom agenciamento literário é de essencial importância para quem está se ingressando como escritor, pois é este profissinal, assim como o empresário do ramo musical, que “mostra” o escritor e suas obras para o mundo dos leitores.
A agente, ainda salienta sobre o Projeto Brasilis, concurso de Poesias e Poemas Infantis, que encerra suas inscrições no dia 31 deste mês de Janeiro e está na sua segunda edição,  reunindo em uma Antologia, os textos dos escritores escolhidos. Será lançado no segundo semestre de 2011 na Espanha, sendo aceitas poesias e poemas infantis já publicadas ou mesmo inéditas, concorrendo a prêmios e menções, além de ter a obra publicada no exterior.
Palestrando sobre o apoio ao escritor iniciante, a escritora Izabelle Valladares, autora de renome, distribuirá cerca 5 mil exemplares do manual “5 passos para se tornar um escritor”, numa iniciativa própria, com o apoio cultural da ARTPOP – Academia de Artes de Cabo Frio – RJ, e com o incentivo da Prefeitura de Boqueirão – PB, dos organizadores do evento, e da Canápe Cultural, através de Ana Brasil – (www.anabrasil.com.br).
Divulgando seu material no Estande da Canápe Cultural, Izabelle Valladares, diz que “...não poderia deixar de estar num evento como esses, incentivando todos os escritores iniciantes, ou até mesmo aqueles que gostariam de escrever um dia...” concluiu.
Valladares, grande revelação no meio literário, com algumas obras publicadas, tanto para o público Adulto, como: “A Cúpula das Vaidades(2008, Out. – Câmara de Niterói – RJ); Quem disse que só fazemos amor? (Levado à Feira de Frankfurt, na Alemanha, pela editora Austríaca Carsten and Petters.), quanto para o Infantil, nas obras: A viagem mágica de Bia e Dora, lançado no Brasil em 2010 e levado para ser lançado neste ano de 2011 em inglês e alemão, na Áustria, país do centro europeu; Também,  As aventuras continentais de Dora e Bia – Viagem à África, livro que deu origem a Viagem mágica, e que possui a história completa. Dentre tantas outras obras, como Contos e lendas que me contaram no Brasil, Os maiores crimes de todos os tempos, etc.
A escritora também é acadêmica correspondente da Academia de Letras e Artes do Estado do Acre, acadêmica honorária da Academia Rondoniense de Letras e da Academia de Letras de Goiás e portadora de vários prêmios e menções honrosas, como da Academia de Artes de Cabo Frio – RJ, na qual também é acadêmica. Premiada pela FALASP – Federação das Academias de Letras e Artes do Estado de São Paulo, ganhadora do “Gente Destaque 2010” e “Personalidade 2010”.
Organizadora do múltiplas obras, como: Ponte dos Sonhos – do Brasil para Frankfurt, obra que deu oportunidade aos novos escritores de estarem lado a lado com profissionais em um mesmo livro, Brasil, mais que um país, uma inspiração, distribuido na Feira de Guadalajara, México. Também da antologia teen: Deixa eu te contar?, lançado em escolas e escrita por adolecentes. Responsável pela parte literária da Jornada Cultural da ARTPOP, realizada todos os anos na Casa dos 500 anos, em Cabo Frio – RJ. Mediadora do livro, Vingança, prato que se come frio?, dentre outros projetos literários.
Em suas andanças por quase toda a América Latina, esbarrou com a tristeza e com a dor, com o abandono e com a injustiça, porém viu também felizes amores e muitas palavras, das quais vive agora, em com elas alça voo, no tempo que existe. Meio a este tempo, seu nome e suas obras se espalharam pelo país, chegaram às escolas, às cabeceiras das camas e cruzou os mares e fez história no “Velho Mundo”.


Por JP Soares
joaopaulofaccini@gmail.com.br

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

François Villom- Poesia francesa

François Villon, um dos maiores poetas da língua francesa,
 foi o responsável pela elevação da poesia francesa, do que chamamos de período medieval,
 ao brilhantismo do classicismos.

Embora um gênio literário, tinha vida desordenada e erradia, mas de personalidade muito atraente,
 tanto que encontrou vários protetores salvando-o, inclusive, da forca, por duas vezes.

O poeta veio ao mundo em Paris, em 1431.

E tão pobre que, de seu, não tinha, sequer, o próprio nome.

Era François de Montcorbier, e foi adotado por um padre boníssimo, Guillaume de Villon, capelão de Saint-Benoit-Bétourné, que lhe facilitou os estudos e lhe deu nome.

 Em 1452, recebeu o grau de doutor em letras, mas, ainda estudante, já cometia loucuras,
 ligado a malfeitores.

Deixou a teologia pelo crime e, nas "horas vagas", pela poesia. 

É penoso recordar-se; porém, a verdade é que ele passou a viver entre malandros, ladrões, assaltantes, 
charlatões e bêbados.

Mal acompanhado, assassinou um sacerdote, Philippe Chermoye, em 1455,
 escondendo-se no campo, mas foi perdoado pelo rei Carlos VII.

Voltou a Paris e escreveu, em 1456, "Le petit testament". 

Todavia, recomeçando a sua vida irregular, participou, no Natal do mesmo ano (1456),
 de um roubo de dinheiro no Colégio de Navarre.

 Faminto, praticou outros roubos, e o vemos, ora fugindo da polícia, 
ora sofrendo torturas nas prisões.

Foi condenado à forca em 1460 e 1462.

Na sua curta existência, marcada por uma série lamentável de crimes,
 várias autoridades e tribunais o indultaram; e, nas penas de morte, salvaram-no duas anistias: 
de Carlos de Orleans e do próprio Luís XI.

Entre as duas condenações à morte, já alquebrado com apenas trinta anos, escreveu,
 em 1461, os seus melhores poemas, aos quais chamou simplesmente "Les Lais" ("Os cantos"),
 embora a posteridade (não ele) lhes desse o título de "Le grand testament". 

O Leito Universal assim os considera: "confissão de um patético pungente, 
obra poética original, sincera e muitas vezes encantadora".

  É certo que, em 1462, tentou regenerar-se, pois procurou Guillaume de Villon
 e este o recolheu aos claustros, de onde saíra anos antes.

Mas a lei não o esqueceu e foi buscá-lo, exilando-o em 1463;

Assim foi François Villon

Tomou o nome do pai adotivo, desonrou-o, mas lhe deu imortalidade.

Ainda se ignora a data de sua morte. Há fontes que citam 1480, como, também, 1489.

 A Delta Larousse acha que a mesma ocorreu logo depois de sua saída de Paris,
 portanto, em volta de 1463, e esclarece que "seguramente já estava morto quando apareceu, 
em 1489, a primeira edição de suas obras".

Will Durant, autor da copiosa "História da Civilização", registra o seguinte:
"A 3 de janeiro de 1463, a corte, diz o seu relatório, "ordenou que.. .
 a sentença precedente seja anulada, e - atendendo ao mau gênio do dito Villon - 
que seja exilado durante dez anos da cidade.., e do Viscondado de Paris". 

François agradeceu à corte numa alegre balada, e pediu três dias de indulto
 para "tratar de minha viagem e dizer adeus à minha gente".

Atenderam-no e, "provavelmente, foi essa a última vez em que viu o pai adotivo e a mãe.

Fez a trouxa, pegou na garrafa de vinho e na bolsa que o bom Guillaume lhe deu, 
recebeu a bênção do velho, e saiu de Paris e da história.

Nada mais sabemos dele".

Sim, nada sabemos em relação à data em que deixou este mundo. 

Mas, sabemos coisa muito mais importante: François Villon, cronologicamente, 
é o último e o maior dos "galiardos" medievais e o primeiro "poeta maldito".

E ainda: os séculos XIX e XX reconheceram esse criminoso errante
 como um dos maiores poetas da língua francesa.

  Clement Marot (1496-1544), que foi sucessor e editor de Villon
revelou-se um poeta mais talentoso e mais modernizado. 

Seus temas simples e agradáveis captaram a simpatia dos contemporâneos. 

Camareiro de Margarida de Alençon, irmã de Francisco l, e,
 depois, do próprio rei. 

Apontado como adepto do protestantismo, teve de exilar-se na Suíça (1540) 
e na Itália (Ferrara), onde morreu. 

Embora notável no epigrama e perfeito na epístola familiar, dava preferência à elegia, 
ao rondó, ao madrigal e, principalmente, à balada; mas, juntamente com Mellin de Saint-Gelais (1487-1558),
 levou o soneto da Itália para a França.

Humanista e poeta da corte de Henrique II, Saint-Gelais tentou fazer sombra a Ronsard e Du Bellay,
 os quais são apresentados neste site.

A nomeada de Marot começou a descair quando surgiu na França um punhado de poetas novos
 com a intenção de imitar os clássicos e purificar a língua, o que constituía, praticamente
uma adesão ao movimento renovador encetado na Itália.

Esses poetas pretendiam helenizar a França e, de início, chamavam-se a si mesmos "La Brigade".

Diz Will Durant que "um crítico hostil, vendo que eram sete, cognominou-os de "La Plêiade"; 
a vitória deles transformou a palavra numa bandeira de fama".

Aliás, a palavra "Plêiade" não era nenhuma novidade.

 "Plêiades", segundo a lenda grega, era o nome das sete filhas de Atlas e de Plêione,
 também conhecidas por Atlântides, que, desesperadas com os infortúnios de seu pai, 
suicidaram-se e foram metamorfoseadas em sete estrelas.

Eram Alcione, Celeno, Electra, Maia, Astérope, Mérope e Taigete.

Sob a inspiração desta lenda, e olhos fitos na constelação celeste já vulgarizada com o nome de Plêiade,
 sete poetas formaram a primeira "Plêiade": Licofron de Cálcide, Alexandre de Etólia, Filisco de Corcira,
 Homero de Bizâncio, Sosíteo de Alexandria, Sosífanes de Siracusa e Eantide ou Dionisíade de Tarso.

Foi no período alexandrino, quando era rei do Egito Ptolomeu II, Filadelfo, protetor das letras, 
que reinou de 285 a 247 antes de Cristo, e que mandou construir o famosíssimo farol de Alexandria. 

Casou com sua irmã Arsinoé.

Entretanto, foi no Renascimento francês que surgiu a Plêiade mais célebre. 

Os dois poetas destacados desse grupo foram Joachim Du Bellay (1522-1560)
 e Pierre de Ronsard (1524-1585), que fixaram, então, a forma do verso francês. 

Poesia mais emotiva, Du BellayRonsardJean Antoine de Baif (1532-1589),
 Ponthus de Thyard (1521-1605), Étienne Jodelle (1532-1573), Remi Belleau (1528-1577)
 e Jacques Peletier du Mans (1517-1582) - este, ao morrer,
 substituído por Jean Dorat (1508-1588) - fundaram a Plêiade.

Era um grupo de elite que estudava e praticava as formas clássicas,
como em AnacreonteTeócritoVirgílioHorácio e Petrarca.  

Du Bellay, a quem, igualmente, se atribui colaboração na introdução do soneto na França,
 não obstante ser de origem aristocrática, freqüentou tavernas, e foi numa delas, em Poitiers,
 que, em 1548, conheceu Ronsard.

Du Bellay redigiu e publicou, em 1549, o manifesto da ainda "Brigada",
 depois "Plêiade", cujos objetivos fundamentais eram os seguintes: ruptura com formas medievais,
 imitação dos antigos, reforma estrófica. 

O manifesto se chamava "Défense et Illustration de la Langue Françoyse" 
(Defesa e Ilustração da Língua Francesa), e marcou o início do Renascimento na poesia da França.

O poeta viveu em Roma, como secretário de seu primo, 
Cardeal Jean Du Bellay,de 1553 a 1555.

De volta a Paris, evocou sua experiência romana, publicando, em 1558, 
quatro coletâneas de versos: "Les antiquités de Rome" ("As antiguidades de Roma"), 
"Les regrets" ("Os pesares"), "Jeux rusLiques" ("Jogos rústicos") e "Poemata" ("Poemas"). 

A mais famosa é a coletânea "Les regrets", 
de sonetos muito bem elaborados e ungidos de doce melancolia.

 Era chamado "o príncipe do soneto".

Foi, porém, Ronsard quem contribuiu definitivamente, 
para o aprimoramento e divulgação do soneto na França;
 e o fez com grande merecimento e autoridade.

No que tange, vamos dizer assim, ao seu desempenho profissional e literário, 
dentro das cortes, assinalamos o seguinte: - Com 12 anos de idade, 
ingressou como pajem na corte de França e, depois, na corte da Escócia.

 Também se tornou favorito de Henrique II, Catarina de Médicis (sua esposa),
 Maria Stuart, e mesmo de Isabel da Inglaterra.

 Seguiria a carreira militar, mas, aos 17 anos, ensurdeceu quase completamente. 

Foi, então, forçado a renunciar à carreira das armas, dedicando-se à literatura.

 Desistiu da espada e brandiu a pena.

E o novo conjunto poético de que participava (a Plêiade) aderiu à corte de Catarina de Médicis
 (esposa de Henrique II), que trouxera para a França 
"uma comitiva italiana acompanhada de livros de Petrarca".

Seus versos oferecem uma variedade invulgar de ritmos,
 tendo deixado excelente bagagem de grandes sonetos.

Fez-se autor de uma imensa obra no gênero, abrangendo mais de seiscentas produções,
 "Les Amours" (dois volumes, 1552).

Cognominado "o Rei dos Poetas e o Poeta dos Reis", publicou número superior a trezentos mil versos, 
incluídos outros tipos de poesia, como "Odes" (1550).

'Will Durant destaca: "Ronsard tomou Petrarca como modelo e conseguiu uma graça
 e um refinamento jamais ultrapassados na poesia francesa

À Plêiade e, principalmente, a Ronsard, a literatura francesa deve 
o revigoramento do ideal clássico e o enriquecimento da língua,
 com inúmeros vocábulos derivados do grego e do latim. 

Boileau, exagerando, disse que Ronsard "em francês falava grego e latim".

Esse poeta, que deu ao soneto a maior importância, era o Petrarca francês. 

Desfrutava de enorme popularidade, mesmo fora da França. 

Torquato Tasso lhe pediu conselhos a respeito de sua obra imortal "Jerusalém Libertada".

Bastaria isto para dar a medida de seu prestígio.


Quando Henrique II morreu, em 1559, Ronsard continuou nas graças do filho, Carlos IX, 
sendo por este distinguido como poeta da corte.

O declínio de Ronsard começou em 1574, pois, logo no princípio do reinado de Henrique lll 
(irmão de Carlos IX), foi suplantado por Philippe Desportes (1546-1606), nomeado o novo poeta da corte.

Os críticos de Malherbe, no começo do século XVII, derrubaram a reputação de Ronsard
que ficou esquecido por dois séculos.

Entretanto, com o advento do Romantismo, Sainte-Beuve reabilitou Ronsard e a Plêiade,
 ao publicar, em 1828, sua obra memorável 
"Quadro histórico e crítico da poesia fran5esa no século XVI".

Louise Charly, chamada Labé (1524-1566), "a Bela Cordoeira" (filha e mulher de cordoeiros),
 muito bonita e culta, foi excelente poetisa, autora de sonetos deliciosos e tristes;
 e de alguns dos melhores versos amorosos da língua.

 Autora do livro "Oeuvres", com 3 elegias e 23 sonetos.

Depois de escrever que "a cruzada clássica começou na Liáo do próprio Rabelais",
 e que Maurice Sève "preparou o caminho para Ronsard",
 Will Durant acrescenta haver sido a mais séria concorrente de Sève, em Liáo, "uma mulher,
 Louise Labé, que, de couraça, lutou qual outra Joana em Perpignan". (....)
 "A mulher lia grego, latim, italiano e espanhol, tocava muito bem alaúde,
 mantinha um salão para os rivais e os amantes, e escreveu alguns dos mais antigos
 e mais belos sonetos da língua francesa.

Podemos julgar-lhe a fama pelo funeral que teve (1566), o qual, segundo um cronista, "foi um triunfo.

Foi levada através da cidade com a face descoberta e a cabeça coroada por uma grinalda de flores.

A morte não conseguiu desfigurá-la e o povo de Lião cobriu-lhe a campa de flores e lágrimas".

Através desses poetas de Lião, "o estilo, e a forma petrarquianos passaram a Paris e entraram na Plêiade".

Estas são alguns dos detalhes dos primeiros passos da poesia na França.

Visitando este site, você poderá conhecer a poesia destes grandes poetas.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A APPB, como apoiadora da cultura em geral, divulga a entrevista feiita pela escritora e jornalista izabelle valladares, no site da academia de artes de cabo Frio esa ARTPOP e parabeniza a academia pela iniciativa de divulgar um pouco da carreira de seus membros publicamente, cultura é esta corrente de amor a arte que vence as barreiras da distância.





Entrevista com a acadêmica, artista plástica,escritora e arte-terapeuta Silvana Borges


Nome: Silvana Borges





http://www.silvanaborges.blogspot.com/

Você é uma artista que busca várias vertentes, como surgiu esta pluralidade de dons em você? Foram intuitivos ou incentivados?
Acredito que ambos. O estudo sempre foi valorizado e incentivado pelos meus pais, eu sempre gostei muito de ler e desde que me conheço por gente adoro desenhar, eu fazia todas as ilustrações dos meus trabalhos escolares. Minha mãe em casa realiza vários trabalhos artesanais por lazer e eu fui convivendo com esse fazer criativo desde criança, certamente isso me influenciou muito. Sempre que gostava de algo, ia aprender a fazer, isso desde o cozinhar, o martelar, montar tudo o que eu pudesse imaginar! eu aprendi a  fazer minhas bonecas de pano, até enveredar para a pintura em tecido, vitrais, esmaltar cerâmica, porcelana, faiança, então comecei a pintura em madeira, até finalmente seguir para o óleo sobre tela que eu achava uma técnica digna apenas de mestres, e foi por causa da minha mãe que queria fazer aulas que fomos juntas freqüentar o atelier de pintura a óleo de Evanira Caruso. Eu penso que lidar com tantas coisas diferentes resultou nessa somatória expressiva no meu trabalho. Eu gosto de utilizar essa combinação de materiais nas minhas pinturas, essa parte sim é intuitiva, eu faço uso do que está a minha disposição e do que tenho como bagagem de aprendizado. Felizmente o conhecimento não é algo estanque, estou sempre procurando aprender mais, experimentando e me renovando.


Como foram seus primeiros passos no mundo literatura? Quais as primeiras produções literárias?
Essa foi a grande renovação em 2010. A literatura sempre me fascinou, se vou passear num shopping posso nem entrar numa loja, mas com certeza irei a uma livraria. Eu sempre escrevi coisas para mim, para organizar meus pensamentos e registrar minhas experiências, alguns amigos brincam que meus e-mails são verdadeiros tratados. Mas, eu não pensava em publicar algo meu até a minha participação como co-autora em Segredos de Cozinha vol. II com lançamento na Bienal do Livro em São Paulo, depois fui convidada a participar também de Nós, Mulheres vol.9, ambos pela Oficina do Livro. Agora estou na Antologia Infantil Histórias para Você Dormir com dois contos meus, o que foi uma grata surpresa pois comecei a criar contos num exercício de expressão na pós-graduação em Arteterapia em 2006 e ao receber o convite, lembrei que tinha um caderno deles guardados.

Como foi tornar-se uma acadêmica da ARTPOP? O que isso tem influenciado em sua carreira?





É uma grande honra! Eu acredito que Deus coloca as pessoas certas em nosso caminho. Em 2007 entrei para a Exposição Itinerante Água, conheci a artista plástica Beatriz Mignone que me convidou para expor no Centro Cultural de Macaé. Quando vim para a exposição passamos por Cabo Frio, nem me lembro o que íamos fazer, mas o que marcou foi que ela me levou para conhecer a artista Dyandreia Portugal, que me convidou para expor no Teatro de Cabo Frio e me indicou para fazer parte da ARTPOP. Nós três somos um caso de “amizade à primeira vista”. O papel importante que a academia desempenha certamente se resume no que Dyandréia sempre diz: “Juntos somos mais fortes!”. Acho que os artistas precisam somar sim, mas também precisam aprender a dividir experiências. Na arte como em tudo na vida, é preciso dar, para receber em troca. A ARTPOP tem pessoas brilhantes desempenhando o papel de disseminar arte e cultura em prol de um coletivo de pessoas que se reuniram com o mesmo propósito, acho válido, pois onde um membro está, toda família ARTPOP é representada, e isso é de um alcance fabuloso! Mas só é possível se cada um de nós der a sua participação e cooperar de alguma forma, pois a ARTPOP somos todos nós!

E a arquitetura? Como surgiu em sua vida?
Eu optei pela arquitetura porque acredito que unifica duas coisas em minha vida, construir e criar. Meu pai sempre trabalhou com construção civil, temos uma loja varejista de materiais para construção, eu cresci no meio do cimento, brincando de montar com conexões hidráulicas e fazendo desenhos nos talões de pedido. Estudar arquitetura foi o máximo, trabalhar com arquitetura é fascinante, eu acho que projetar é como construir algo numa tela em branco, confesso que hoje pinto mais do que projeto, porque não tenho paciência para lidar com as burocracias das repartições públicas, alvarás, etc. Em alguns municípios é um processo frustrante, isso para mim inibe a criatividade de qualquer um! 

Em Arteterapia, o que cada um dos diferentes recursos artísticos ajuda a trabalhar?
A Arteterapia é um agente facilitador em várias áreas tanto da educação como da saúde.  Os recursos expressivos são utilizados de forma a fazer aflorarem os conteúdos internos do indivíduo, permitindo que ele tenha uma consciência mais ampla de si mesmo, uma compreensão maior das suas relações com os outros e abre um leque de possibilidades do que ele pode realizar, integrando-o ao meio que vive de uma forma mais harmoniosa. Cada material tem algo a comunicar, o fazer artístico permite que esse diálogo aconteça abrindo um canal para que a pessoa se expresse de forma livre e espontânea. É um processo de busca de si mesmo e de descobertas. Não existem fórmulas ou regras gerais, cada pessoa é única e cada recurso é empregado dentro da sua necessidade, pode-se tanto trabalhar com pintura e desenho, como dança e dramatização. O importante é a expressão do individuo e somente ele pode lhe dar significado. A arte exprime estados da alma, estados de ser, de forma a se disponibilizarem para nossa consciência para que deles tomemos conhecimento.


No campo pedagógico, que problemas podem ser sanados por meio de  arteterapia ?
A Arteterapia não pretende uma cura, o processo arteterapêutico visa facilitar que o individuo possa lidar mais facilmente com seus limites e dificuldades, e superá-los. No campo pedagógico pode-se por exemplo trabalhar a auto-estima de uma criança com dificuldades de aprendizado. Quem de nós nunca disse um “eu não sei” ou “eu não sou capaz”? Então imagine o peso disso no universo infantil. A criança precisa ganhar a auto-confiança necessária para superar suas limitações e através da Arteterapia poderá concretizar e visualizar os seus potenciais. Isso não precisa ser trabalhado apenas com a arte, mas também com o contar histórias, os contos possibilitam que a criança assuma diferentes papéis, visualize e se familiarize às situações e se sinta capaz de enfrentar seus medos e obstáculos.

Sempre ouvimos falar em funções da consciência? Pensamento, intuição,sentimento, sensação. Explica para nós ,leigos qual a importância deste tema para a saúde emocional?
Os tipos psicológicos surgiram da constante necessidade de se compreender as diferenças no homem, o mesmo ser, mas com os aspectos diferenciados e singulares de cada indivíduo. As funções descrevem tipos de julgamento e percepção do mundo. Pensamento e sentimento são funções que envolvem um julgamento, uma avaliação. Sensação e intuição estão ligadas à maneira de perceber, são funções de adaptação ao mundo interno e externo. Todos temos as 4 funções, delas temos uma principal, duas auxiliares e 1 inferior, que é a nossa “pedra no sapato”, e é exatamente essa que precisamos trabalhar. Para o extrovertido a Arteterapia faz ele se voltar para si mesmo, para o introvertido, possibilita que ele extravase o que tem guardado dentro de si, promove-se assim a circulação de energia entre o eu e o consciente, tanto quanto entre o eu e o outro. Tendo conhecimento desses aspectos existe uma melhor aceitação do individuo como ele é, uma maior compreensão das suas reações, e um respeito e equilíbrio das relações entre pessoas diferentes e o modo de agir de cada um.


A contação de histórias, fazendo uma ponte com a literatura, é importante para o processo terapêutico. Por quê? Qual a função terapêutica?
De acordo com Jung, nos mitos e contos de fada temos a “anatomia comparada da psique”, temos a direção ou a base para nos relacionarmos, é uma dimensão paralela ao nosso mundo instintivo e biológico. Os mitos e contos de fada apontam caminhos para significações amplas de modo que encontremos explicações que dêem sentido às nossas relações. É como se cada um de nós desempenhasse um papel num conto, com isso você  identifica os padrões de sua história de vida, e tomando consciência do seu padrão pode mudá-lo se ele não estiver lhe favorecendo de modo que você possa reescrever a sua própria história. A nossa tendência é reproduzir padrões daquilo que assimilamos por herança, absorvemos do meio e do convívio com as pessoas, bem como de nossa história familiar. Trabalhar com histórias possibilita recriarmos a nossa história, podemos  assim trazer algo novo, novas aberturas, novos caminhos.

Muitas pessoas se sentem vítimas e amargam derrotas existenciais. A arteterapia pode contribuir de alguma forma?
A Arteterapia é um novo campo de conhecimento, não é um tratamento, mas um agente facilitador, aliás o termo arte+terapia não é o mais correto ao meu ver, pois leva a definição de uma terapia ou tratamento. A Arteterapia é uma ferramenta multidisciplinar muito poderosa sim, mas que só pode ser aplicada no auxilio ao tratamento de alguém com a supervisão de um profissional de saúde. Eu como arteterapeuta faço uso da Arteterapia no ateliê de forma preventiva, ou seja, estimulando a criatividade, promovendo a auto-estima e o auto-conhecimento do individuo, assim ele tendo uma maior consciência de si mesmo, conseqüentemente terá uma vida mais produtiva e mais saudável e não se sentirá derrotado, pois terá conhecimento de seus potenciais e visão das suas possibilidades de vida.
Nas aulas de pintura eu tento romper com a rigidez no aprendizado das técnicas, pois já me deparei com alunos tão obcecados pela técnica que sepultam a própria expressão para reproduzir fielmente este ou aquele mestre. A minha pesquisa na pós-gradução sobre as Musas Gregas teve como objetivo despertar a criatividade,  liberando o criar artístico do rigor estético, através da Arteterapia, onde cada um resgate a sua inspiração, ou que eu chamo de “musacidade”, aquilo que vem do coração, pois a pintura é uma maneira de mostrar aos outros como cada um vê o mundo e o que sente por ele. Arte é sentimento e a técnica deve ser um meio e não um fim sem si mesma.



A arteterapia possui atividades que possibilitem a criação de vínculos entre os adolescentes? Pode agir preventivamente no contexto pedagógico em relação às drogas?
Sim, há como estabelecer vínculos com atividades que façam o adolescente reconhecer o seu lugar e o seu papel nas relações, ele percebe que não está sozinho e nem é tão auto-suficiente quanto pensa. Não existe o eu e o outro separadamente, estamos interligados por uma linha, somos como pontos numa grande teia, fazendo parte de uma mesma realidade.
O adolescente quer expressar-se, e o material que escolher não é apenas suporte de projeção do que há no seu interior, existe um diálogo em que se troca e se relacionam informações com esse material, o adolescente trará para a atividade algo de si mesmo ao mesmo passo que receberá em troca.
É importante, para ele vivenciar esses aspectos de forma a utilizar a natureza, os contos, os mitos, como espelho daquilo que lhe falta, ou está submerso, aquilo que todos necessitamos integrar na nossa vida, de forma a harmonizá-la. Acredito que a educação e boa formação é a melhor prevenção em relação às drogas.



O idoso tem espaço em atendimento individual ou em grupo num contexto arteterapêutico?
Então, como eu já disse, um atendimento individual tem as características de um tratamento de saúde, então o arteterapeuta agiria em conjunto com outros profissionais em um caso mais específico. Em grupo, no entanto, o fazer artístico na Arteterapia ganha na troca de experiências, no compartilhar desejos, podemos realizar oficinas de criatividade, por exemplo, de forma a estimular os idosos a se sentirem produtivos e úteis, demonstrar que eles têm riquezas internas a serem exploradas e valorizadas. Melhorando a sua auto-estima e conseqüentemente trazendo uma melhor qualidade de vida, ele irá seguramente se apropriar do seu espaço nas relações em sociedade e não mais se sentir a margem da vida.


O que você pode dizer a quem está começando nas artes agora?
Tenha paciência, dedique-se e seja autêntico. Se você trabalhar seriamente e estiver fazendo aquilo que realmente deseja, o sucesso e o reconhecimento acontecem. Arte é mesmo aquilo de 90% transpiração e 10% inspiração!

Você tem algum apoio governamental?
Oficialmente não. Aliás não existe nada mais triste para um artista do que buscar apoio e escutar um: “não temos verba para cultura”, e por idealismo ter de custear tudo do próprio bolso ou a custo do, cada vez mais raro, patrocinador. Eu sempre tive apoio de instituições culturais e secretarias de diversos municípios que estão de portas abertas para dar apoio a propostas culturais sérias. Infelizmente existem muitas pessoas que não tem uma continuidade de trabalho, e simplesmente se aventuram nas artes, não tenho nada contra as pessoas que “pintam por lazer”, aliás eu acho ótimo que o façam, pois a criatividade é uma condição inerente ao ser humano. Mas eu acredito que o trabalho profissional deve ser deixado para os profissionais, os bons, pois devido também aos maus profissionais, o mercado anda com muito pouca credibilidade.


Qual a sua visão do artista brasileiro no mercado internacional?Acha que os intercâmbios entre brasileiros artistas que se apóiam são válidos?
Toda forma de troca é válida, nos faz crescer tanto profissional como individualmente. Eu apenas estou um pouco cansada de ver as mesmas fórmulas se repetirem à exaustão em alguns artistas, ou estar me deparando com a arte dita “moderna ou contemporânea” desde o século passado, não vejo inovação, não vejo estudo. O artista brasileiro tem prestígio, a brasilidade seduz, somos um povo criativo rico em expressão, é preciso se valorizar isso e parar com os modismos. Hoje com a globalização o mercado internacional está mais acessível, mas existe um caminho a percorrer e regras a seguir, o sucesso é conseqüência natural de um trabalho bem realizado.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Ajudando a divulgar

Convite para o livro para a Feira da Argentina



Caros acadêmicos, escritores e poetas, tenho o prazer de lhes convidar para participar da segunda antologia de contos,poesias,crônicas  para o livro que será apresentado a algumas editoras,distribuido entre os autores e levado para a feira do livro 2011,, em Buenos Aires-  Argentina, com o apoio cultural da academia de letras de Goiás, e parceria com poeta e cônsul do Poetas Del Mondo Rodrigo Poeta e a antologista e escritora Izabelle Valladares.

O livro será entregue a algumas editoras nacionais e algumas internacionais.
A feira ocorrerá no dia 26 de abril de 2011,mas o livro será lançado aqui no Brasil, o valor para participação dos escritores selecionados é de R$ 30,00 (trinta reais) na categoria poesia, R$50,00 (cinquenta reais) na categoria conto.

Cada participação já recebe um exemplar de direitos autorais, e caso haja , interesse de alguma editora em fazer a segunda edição da obra, cada participante terá direito á 8% do valor da obra cooperativado.

(O limite de caracteres nos contos e crônicas é de 9.000, não serão aceitos textos de cunho sexual, ou que ofendam qualquer religião, ou com termos de baixo calão.

Cada participante pode enviar até 5 obras para participar e cada texto, corresponderá ao ganho de um exemplar .

Os textos deverão ser enviados para o email info-alg@bol.com.br (A/C de Agnes castro)  ou poesiarte@hotmail.com (A/C de Rodrigo Poeta) ouantologia@izabellevalladares.com.br juntamente com foto do artista, preferencialmente em preto e branco, mini biografia de até 40 palavras, nome artístico,  que deverá aparecer na obra,a data para envio dos textos é até o dia 5 de fevereiro de 2011, devido ao prazo para a confecção e remessa da obra.

O resultado sairá no dia 10 de fevereiro, neste blog e no blog da escritora Izabelle Valladares e no blog Poesiarte.blogspot.com.br

(A capa e o título serão decididos em reunião e divulgados em poucos dias)

Não perca esta oportunidade de estar divulgando seu trabalho e estar mostrando seu talento artístico para o mundo.

A organização do livro é de Izabelle valladares

Prêmio Personalidade 2010 - ARTPOP